
Então cá vai mais um vinho tinto.
O Volteface! À primeira vista temos um rótulo que nada nos diz, mostra-nos uma
máscara. Prima pela diferença e quer chamar atenção. Alinhamos... Tem algo de festivo, o
que de certa forma nos convida a bebê-lo. No contra-rótulo encontramos a
informação, temos a informação das castas, da região, o ano e o enólogo.
Alentejano, feito à base de duas castas
Alicante Bouschet, maioritariamente e Syrah.
A uva Alicante Bouschet foi criada por Henry Bouschet, entre 1865 e1885,
em França, resulta do cruzamento das castas Petit Bouschet
e a popular Grenache. Inicialmente foi plantada no sul da França, principalmente na região
do Languedoc, e sempre foi considerada como uma casta de qualidade inferior. No entanto, o Alicante Bouschet chegou ao Alentejo em 1900, com Invernos frios e Verões
quentes e secos, solos profundos e não muito pobres, com disponibilidade de
água ao longo de todo o ciclo, o Alicante Bouschet passou a produzir vinhos de
óptima qualidade. Considerada hoje a mais nobre casta no Alentejo. Praticamente
70% dos vinhos no Alentejo são produzidos com esta casta, fazendo parte de
quase todas as novas plantações de vinha. Esta casta confere aos vinhos uma cor
densa com aromas vegetais, que se percebe no Volteface.
Depois em menor quantidade Syrah.
Esta casta é sobretudo plantada no novo mundo, mas originária também da França. Feitas as apresentações.
Apenas como nota fica que é um
vinho pouco complexo, muito suave. O ano que bebemos: 2011, sente-se pouco
aroma no nariz, mas ganha muito na boca, pois é muito elegante, pouco ácido e
sente-se os frutos vermelhos. Refere que estagiou 15 meses em barricas, mas a
madeira sente-se quase nada. Trata-se de um tinto muito agradável e ameno, com uma
estrutura bem conseguida, é um vinho algo sumarento e sem grande dificuldade de
se beber. Nota: 7.8 (0-10)
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