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A mostrar mensagens de Maio, 2015

JMF Branco

Surpreendentemente não existe nesta garrafa o ano de engarrafamento do vinho. Procurei e não encontrei. Depois de pesquisar no site da JMF encontrei que o último engarrafamento foi em 2012.
Apenas um nota introdutória para a casta Fernão Pires. Esta é uma das castas brancas mais plantadas em Portugal, no centro e sul, especialmente na zona da Bairrada (onde é conhecida por Maria Gomes), Estremadura, Ribatejo e Setúbal. Esta casta é uma das primeiras a fazer a vindima uma vez que cresce rapidamente. Tem uma acidez baixa ou média, por isso os vinhos produzidos ou misturados com esta casta têm intensos aromas florais.

JMF Branco é um vinho produzido a partir das castas Fernão Pires (80%) e Moscatel de Setúbal. É de cor amarela , tem um aroma frutado, quando provei senti uma ligeira gaseificação, é vinho algo citrino. Nota: 6.5 (0-10)

Couteiro Mor Branco Colheita 2012

Ao longo dos anos assistimos de facto a uma melhoria dos vinhos brancos portugueses. Uma melhoria que percebemos pela variedade de vinhos brancos com personalidade, aromas e sabores deliciosos. No cultivo das castas brancas nacionais, encontram-se hoje seleccionadas as melhores para o fabrico de vinhos brancos, merecem o reconhecimento internacional pelos seus atributos superiores e de grande qualidade.

O Couteiro Mor Colheita 2012 é sobretudo um vinho com uma excelente relação qualidade preço. 
Este vinho Alentejano pertence à Herdade do Menir. Nos brancos, esta herdade, cultiva as castas Antão Vaz, o Chardonnay, o Roupeiro, o Arinto e o Viognier. Uma pequena nota para a casta Roupeiro. Trata-se da casta Síria, já foi a casta mais cultivada na região Alentejana, no entanto, o facto de ter temperaturas muito elevadas não era benéfico no seu desenvolvimento. Começou-se depois a desenvolver o seu cultivo em terras mais frescas, onde se desenvolve melhor.
O Couteiro Mor Branco Colheita 2012

Pacheca Tinto Superior 2012

Mais um vinho da Quinta da Pacheca a não nos deixar ficar mal. É um excelente vinho tinto este, 2012.   
Tem como castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Só uma pequena nota para a Touriga Nacional, a mais nobre casta portuguesa. Começou por ser cultivada no Douro mas rapidamente passou a ser cultivada noutras regiões. Os seus bagos são muito doces e tem uma boa capacidade de envelhecimento.
Destaco neste vinho a imagem elegante do rótulo, uma imagem sofisticada, que vai bem com o vinho que é.
O Pacheca Tinto Superior 2012, tem uma cor rubi forte e uma lágrima extraordinária, quando rodamos o copo. Na boca sente-se uma explosão de sabores que vou tentar descrever, dado que não sou nenhuma especialista da matéria. Sente-se a baunilha e a madeira, no prolongamento parece que saboreamos figos, alguma canela e anis, sentem-se especiarias. É um vinho cheio de força, sentem-se bem os taninos. É um vinho bastante complexo e sofisticado. Nota: 8.1 (0-10)

Icewine Pilliteri Cabernet Franc 2004

Muitos de vocês sabem o que é Icewine, mas hoje escrevo para os que não sabem e faço nota de prova do Pilliteri Cabernet Franc 2004.
A natureza tem um efeito incontornável em qualquer produção de vinho. Se pensarmos que o clima, as contingências de exposição dos terrenos ou de eventos não esperados, sabemos que não conseguimos controlar a natureza e felizmente esta é uma das situações mais enigmáticas da produção de vinho e talvez aquela que nos dá sempre uma sensação de redescoberta nas mesmas marcas ao longo dos anos. No Icewine sente-se o poder da natureza e consegue-nos proporcionar uma experiência única e um momento de deleite. Não é comparável.
Como introdução do Icewine julgo que vale a pena perceber a origem e a produção. Este vinho pertence à categoria dos vinhos sobremesa, é uma espécie de néctar, com um sabor intenso de fruta e delicioso, asseguro-vos.
Não existe uma definição exacta para sabermos qual a origem deste vinho, sendo que se acredita que o primeiro produtor possa t…

Segredos de S. Miguel Reserva 2013

Deixo-vos aqui outro vinho da Herdade de S. Miguel. Já tínhamos provado o Herdade de São  Miguel Branco, com excelente nota. Desta feita o Segredos de S. Miguel Reserva Tinto 2013.
A Herdade de S. Miguel, deste vinho, está situada no concelho do Redondo, no Alentejo. Apresenta-nos nesta marca o Branco, Tinto, Rosé e Reserva Tinto. 
O Segredos de S. Miguel Reserva 2013 é um vinho Reserva Tinto reconhecido mundialmente, uma vez que foi distinguido no concurso mundial de vinho 2014 com uma medalha de prata.
As castas seleccionadas para o Segredos de S. Miguel Reserva 2013 foram Alicante Bouschet, Aragonez, Touriga Franca e Touriga Nacional.
É um vinho com uma cor rubi densa, o aroma é frutado e muito bem estruturado. Na boca no início percebe-se a madeira e baunilha, tem notas de especiarias e de chocolate no final. O final é prolongado e muito suave. Nota: 8.1 (0-10)

Tons de Dourum Branco 2014

Tenho um fraquinho pelos vinhos do Douro, não porque goste mais desta região, mas pelas experiências que já tive com os vinhos que fui bebendo e regra geral são quase sempre bons. Pelo menos para mim. Julgo que os vinhos reflectem sempre a sua origem e por isso deixam uma marca que não pode ser confundida.
As castas deste vinho são Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto, Moscatel Galego. Apenas uma pequena introdução às duas primeiras castas: O viosinho é apenas cultivada nas regiões do Douro e de Trás-os-Montes, onde já é utilizada desde o século XIX. Esta casta produz vinhos bem estruturados, frescos e de aromas florais complexos. Normalmente são capazes de permanecer em garrafa durante alguns anos. A casta Rabigato tem uma elevada acidez natural, produz vinhos normalmente de qualidade elevada e com uma razoável capacidade de envelhecimento, apresentam aromas de intensidade mediana, doce, lembrando flores de laranjeira, com notas mais vegetais e no gosto são equilibrados e frescos. 
O T…

Como provar um vinho

Aprenda a provar o vinho com base em 4 simples passos. Este método é muito simples e pode ser executado por qualquer pessoa, tem por base os melhores métodos dos profissionais e dos Sommeliers.

1. Ver
Confira a cor, opacidade e viscosidade. Não precisa de mais de 5 segundos nesta etapa.














2. Cheirar
Escolher pelo menos dois sabores e demorar o tempo que for necessário identificando-os. Existem 3 tipos de aromas de vinho:

Aromas Primários: vem das uvas, como as frutas, vegetais e notas de flores.
Aromas secundários vem da fermentação e dos aromas da levedura.
Aromas terciários vem do envelhecimento, oxidação e carvalho, tais como especiarias cozimento, aroma de nozes e baunilha.

3. Provar
Dois elementos compõem os gostos: sabor e a estrutura.

Sabores tais como limão, framboesa ou côco.
Estrutura, tal como o nível de doçura, corpo, álcool, acidez, e taninos: perguntam vocês o que são os taninos? Os taninos são componentes encontrado em todos os vinhos, mas com maior percepção nos vinhos tin…

Pacheca Branco 2013

Trago-vos uma excelente experiência com vinho branco. Pacheca Branco 2013 oferece-nos aquele momento de equilíbrio e sabor prolongado de frescura. É um vinho jovem, fresco e sobretudo leve e vibrante. Produzido pela Quinta da Pacheca no Douro, mostra-nos um design sóbrio e de uma cor límpida. apresenta-se com um forte aroma e sabor a maracujá o Pacheca Branco 2013 entrega-nos a promessa de um bom convívio e conversa à volta de um vinho cheio de vivacidade, com uma acidez bem controlada e com notas de muita fruta num tom adocicado. É um vinho que apesar de jovem é muito sofisticado. O Pacheca Branco 2013 é um vinho do Douro, pertencente à Quinta da Pacheca, com as castas Cerceal, Malvasia Fina, Gouveio, Moscatel Galego Branco e Viosinho. Praticamente todas as castas combinam este tipo de sabor, floral, frutado e adocicado. Recomendo vivamente a experiência. Nota: 8.3 (0-10)